sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

RINGO DEATHSTARR - RINGO DEATHSTARR (EP) (2007)

Essa foi uma descoberta que valeu como um presente de natal.
Vindos de austin, no texas, a banda Ringo Deathstarr só lançou até hoje este homônimo EP (saiu em 2007 pela SVC Records) que compartilhamos agora com vocês, leitores do P.C.P.
Pra quem é chegado numa guitarreira barulhenta na linha MBV/Jesus, este é um prato cheio. São apenas 5 faixas, curtas, urgentes, e influenciadas do primeiro ao último acorde por dois álbuns: Lovelles, clássico maior do shoegaze, e Psychocandy, primeiro e obrigatório disco dos irmãos Reid.
Sensacional!!!

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

THE UNDERTONES - THE UNDERTONES (1979)

Dizem por aí que este é "o" disco perfeito. Não concordo. Pra ser perfeito tinha que ter todas as faixas do segundo álbum dos Undertones, Hypnotised. Como não tem, fica no quase.
Punk rock regado a muita cerveja. E como diziam os Replicantes: "Quero uma festa em que eu possa dançar, Clash, Undertones e G.B.H". Podem dançar, então!

LOCO DICE - 7 DUNHAM PLACE (2008)

O DJ e produtor tunisiano Loco Dice começou sua carreira no rap, na metade dos anos 90, mas sabe-se lá porque cargas d'água mandou Soonp Dogg e cia. às favas e se jogou nos braços sintéticos da música eletrônica.
Foi descoberto por Timo Maas, assinou contrato com seu selo (Four:Twenty - gíria bem conhecida por aqui) e em 2002 lançou seu primeiro EP.
7 Dunham Place é seu primeiro disco cheio, lançado em abril do ano quase-retrasado pelo selo Desolate, que por sinal pertence a ele mesmo.
Disco para quem curte um óleo bem quente, frita da primeira a última faixa. House e techno minimalista são o recheio do álbum, num 4X4 todo autoral e carregadíssimo nos blips e blóins. As faixas preferidas por aqui são "Tight Laces" e "How Do I Know?!".
Bom pra quando o esquenta fica realmente quente!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

ALMA THOMAS SEXTET - LIVE SESSIONS ONE (2008)

Alma Thomas nasceu em nova iorque e começou a cantar ainda criança, aos 7 anos, numa igreja (e aí eu pergunto: por que as igrejas daqui não revelam gente assim?) nas cercanias de sua casa.
Aos 18, começou a estudar música, e ao se casar com o brasileiro Pedro Milman veio de mala-e-cuia para o brasa em 2004. Aos 21 anos teve sua estréia em disco, numa coletânea do canal de TV GNT. Em 2007, lançou já com seu sexteto o álbum Sub.Entendido, e em 2008 saiu Live Sessions One, álbum da vez aqui no P.C.P.
Jazz contemporâneo e clássico, com muita influência de música brasileira, e destaque absoluto para a voz limpa, doce e forte de Alma, que serve de norte para os músicos que a acompanham no disco. São dez faixas, todas com a mão de Milman, que além de marido é pianista, compositor e arranjador.
Belíssimo álbum!

DEADBEAT - JOURNEYMAN'S ANNUAL (2007)

Deadbeat é um projeto de música eletrônica com forte pegada de dub/ambient do produtor canadense Scott Monteitt.
Fazendo música desde 1998 como Deadbeat, Monteitt vem lançando desde 2002 praticamente um disco por ano - com exceção de 2006.
Journeyman's Annual saiu em 2007 pelo selo Scape, e foi escolhido randomicamente como álbum do Deadbeat para ser colocado aqui no P.C.P hoje, já que qualquer um deles é uma boa porta de entrada para a sonoridade do cara.
Muitos graves, texturas, camadas, samples e pequenos fragmentos psicodélicos, onde o dub em si é só o pano de fundo para que Monteitt exponha seus beats e efeitos eletrônicos como produtos principais.

SÉRGIO SAMPAIO - EU QUERO É BOTAR MEU BLOCO NA RUA (1973)

Sérgio Sampaio foi durante muito tempo uma figura enigmática e pouco conhecida da música brasileira. A não ser por um ou outro jornalista musical que quando em vez citava o cara como referência/influência, ninguém o conhecia.
Pra mim, ele era um dos músicos que acompanharam Raulzito no álbum Sessão das 10, e só. Isso até a chegada da internet, vários anos atrás. A rede possibilitou descobertas, e entre uma leitura, um download e outro, eis que descobri Eu Quero é Botar Meu Bloco na Rua, primeiro e essencial disco de Mr. Sampaio, lançado originalmente pela Phonogram em 73.
Mpb de quando a mpb engatinhava, com pegada roqueira, muitas drogas, alucinações e letras cortantes, que eram, assim como as do parceiro Raul Seixas, verdadeiros chutes no saco dos milicos. E eles nem percebiam...
P.S: Eu ia colocar este álbum aqui no P.C.P uns dias atrás, junto com o Cérebro Eletrônico, mas acabei esquecendo. E esta versão vem com alguns bônus, cortesias do Marcel Cruz. Valeu, bicho!

PELICAN CITY - RHODE ISLAND (2000)

Pelican City é onde começou a carreira de Brian Burton, que hoje é mais conhecido como Danger Mouse.
Naquele tempo, quando ainda era estudante universitário, Burton produziu e gravou dois álbuns: Chilling Effects, de 99, e este Rhode Island, de 2000.
Disco altamente dopado, Rhode Island é muito mais trip que hop, e se situa num terreno baldio ocupado por gente como DJ Shadow e UNKLE. Composto por 10 afaixas instrumentais, com pequenos samples aqui e ali e muita brisa, pode viciar rapidamente. O lance é consumir devagar, bem devagar...

DEATH CAB FOR CUTIE - SOMETHING ABOUT AIRPLANES

O Death Cab for Cutie surgiu em washington no final dos anos noventa como um projeto de Ben Gibbard, do Pinwheel.
E como quase sempre acontece nesses casos, o projeto paralelo destronou o "principal", e aí...
E aí que o DCFC passou de mero coadjuvante a uma das bandas indie mais queridas da virada do século. Desde que lançaram Something About Airplanes (pelo selo Barsuk), seu primeiro álbum e bola da vez aqui no P.C.P, não pararam mais.
Something About Airplanes é um disco bonito, bom de ouvir. É lento e bem melancólico, vindo diretamente da escola de bandas como o Teenage Fanclub e do Fountains of Wayne. Indie rock com pitadas lo-fi, letras e arranjos bacanas e muita emo-ção.

CEREMONY - DISAPPEAR (2008)

Mais um álbum da safra 2008 de bandas voltadas à boa e velha barulheira chega agora às nossas páginas.
Disappear é o primeiro disco do Ceremony, banda vinda da virgínia (assim como o Skywave), e foi lançado em janeiro do ano quase-retrasado pelo selo Safranin Sound.
E aqui, queridos leitores, como em tantos outros álbuns das mais diversas bandas atuais, os irmãos Reid são a principal influência. Aliás, a sonoridade do Ceremony parece gravitar em torno de diversas fase dos Jesus and Mary Chain.
Da deprê crônica de Darklands, passando pelos beats eletrônicos/dançantes de Automatic e Honey's Dead, Disappear transpira suor escocês. E nos momentos menos Reid, a banda paga tributo ao dream pop, à new wave e principalmente ao rock gótico, mas tudo com uma casca grossa de distorções como cobertura. Às vezes escorrega um pouco, mas o conjunto da obra vale à pena.
Na prateleira de nossa loja virtual, Disappear está ao lado de Under and Under, dos novaiorquinos do Blank Dogs.

domingo, 6 de dezembro de 2009

BOO AND BOO TOO - NO TEMPO (2008)

Boo and Boo Too é uma banda com poucos anos de vida, mas que chamou imediatamente a atenção aqui no P.C.P.
Vindos do kansas, tocam um pós-punk/indie rock (algumas faixas lembram o Wire), mas com uma camada de barulho por cima. E isso deixa as coisas muito mais interessantes.
No Tempo, seu primeiro disco cheio, saiu ano quase-retrasado pela Ironpaw. E no meio de toda essa onda de bandas barulhentas que vem crescendo de dois ou três anos pra cá, este disco está na crista.